Conselhos debatem com TCU a prestação de contas das entidades

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O auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Laercio Mendes, apresentou aos membros da Associação dos Conselhos e Ordem das Profissões Regulamentadas do Distrito Federal (ASCOP/ DF), na sede do CRCDF, as normas e acórdãos que norteiam a prestação de contas dessas entidades. O debate foi proposto com o objetivo de promover o esclarecimento e permitir que os gestores entendam como o Tribunal enxerga e lida com os processos que envolvem os Conselhos.

O auditor Laércio Mendes também citou exemplos de casos já analisados. “Apresentei erros que são, provavelmente, os que o Tribunal se depara com mais frequência, e entendemos que é muito importante esse tipo de iniciativa”, destacou o auditor lembrando que encontros assim possibilitam a “aproximação com o jurisdicionado e uma possibilidade de exercer uma das funções do tribunal, que é pedagógica, de transmitir para os gestores assuntos diversos, temas diversos que não seriam transmitidos da mesma forma por um acórdão ou por uma decisão”, explicou.

 

O debate foi conduzido pelo presidente do CRCDF, Adriano Marrocos, que também preside a ASCOP/ DF. Na ocasião ele destacou a aproximação com o TCU. “Ter o tribunal de contas em um evento organizado pelo CRCDF, buscando orientar os demais conselhos de profissão regulamentada, prova que o Conselho está próximo do Tribunal e também que o TCU se preocupa com a gestão das entidades”. Segundo Marrocos os encontros vão render bons frutos como “menos dúvidas, menos erros, menos problemas na gestão, que beneficiam, não só os gestores, mas também os profissionais atendidos” ressaltou o presidente.

 

A iniciativa foi vista com bons olhos também pelos representantes das entidades. Para o superintendente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-DF), Valmir Severiano, o sistema e a forma de auditoria do TCU evoluiu muito, mas ainda pode ser aperfeiçoado e esses encontros podem contribuir para o aprimoramento. “Esses debates podem fazer com que a gente construa propostas, entre todos os conselhos, de novos procedimentos ou melhorias nos processos que já existem, para submeter à avaliação do TCU. Assim podemos participar do processo de atualização nas normas”.

 

Já o presidente do Conselho Regional de Biomedicina – 3ª região, Rony Marques de Castilho, destacou a importância da iniciativa no sentido de aproximar Conselhos de áreas que não estão diretamente relacionadas à gestão pública. “Nós, como gestores das entidades, temos muitas dúvidas sobre a forma como o TCU analisa as nossas prestações de contas. Mesmo porque nem sempre atuamos em áreas relacionadas à gestão. Eu, por exemplo, sou biomédico e não gestor público, então esse encontros agregam muito valor na nossa gestão”, avaliou.