Presidente da Junta Comercial ouve demandas do CRCDF

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As dificuldades encontradas por profissionais da Contabilidade na Junta Comercial do Distrito Federal (JCDF) foram apresentadas ao presidente da JCDF, Antônio Eustáquio da Costa. Ele participou de uma reunião com representantes do CRCDF nas Regiões Administrativas na quinta-feira (01/06). O encontro, na sede do Conselho, foi conduzido pelo presidente Adriano Marrocos.

Participaram da reunião a vice-presidente de Administração do CRCDF, Darlene Paulino Delfino Lunelli, os representantes do Conselho na Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way – Luiza Gomes Alencar Veloso, em Sobradinho – Pedro Gomes Cardoso, em Águas Claras – Gleice Farias Vieira, no Jardim Botânico e Lago Sul – Eduardo Raposo Massena, no Plano Piloto – Urley Antônio Nunes Carvalho, e em Taguatinga – Fernanda Veras Oduaia (adjunta), além dos contadores Leiliane Rodrigues e Edson Maia.

O presidente da JCDF falou sobre a situação e as dificuldades que encontrou ao assumir o cargo. “É a Junta Comercial que tem o menor quantitativo de funcionários do país e não condiz com as demandas recebidas diariamente”, afirmou, explicando os baixos índices de produtividade que explicam a demora no tratamento dos processos encaminhados ao órgão. Ele ouviu reclamações quanto a demora em atualização de informações cadastrais e para análise de processos como a abertura de empresas pelo sistema RLE. Os representantes da classe contábil também relataram dificuldades com o sistema, que fica fora do ar e impede a análise de requerimentos e reclamaram da demora na resposta de dúvidas encaminhadas por e-mail para a Junta Comercial e da falta de cordialidade, presteza e conhecimento dos atendentes no balcão da Junta.

Outros pontos criticados pelos representantes da classe contábil foram o excesso de exigências por falta de conhecimento dos analistas da Junta Comercial e a existência de um mercado paralelo de compra de certidões e liberações com mais agilidade, por intermédio de despachantes. Por esse caminho os processos são mais rápidos o que abala a confiança do empresário no contador, que busca o atendimento convencional e não tem respostas com a mesma velocidade.

Adriano Marrocos falou de casos em que houve desistência por parte do empresário devido a demora na análise do processo. Ele lembrou o ofício, já encaminhado à JCDF pelo Conselho, pedindo um atendimento presencial exclusivo para os contadores. O presidente da JCDF, Antônio Eustáquio da Costa informou os profissionais sobre a transferência da Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa para o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o que vai fazer com que o sistema da Junta Comercial fique fora do ar por, pelo menos, três dias. Ele anotou as demandas repassadas pelos profissionais da contabilidade e se comprometeu a dar um retorno aos pleitos.